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O lote aberto virou o produto dominante: 63,5% dos lançamentos do país

Com preço médio de R$ 597 por metro quadrado, o loteamento aberto respondeu por quase dois terços dos lançamentos no 1T26 e reposicionou o condomínio fechado como nicho premium.

O dado mais revelador do último Indicador Nacional de Loteamentos não está no volume, e sim no perfil do produto: os loteamentos abertos representaram 63,5% dos lançamentos nacionais no primeiro trimestre de 2026, com preço médio de R$ 597 por metro quadrado e variação trimestral de apenas -0,3%.

Acessibilidade venceu amenidade

Em um ciclo de juro alto, o ticket manda. O lote aberto dispensa a infraestrutura de lazer e a taxa condominial do produto fechado, o que reduz o valor da parcela e amplia a base de compradores. O condomínio de lotes não desapareceu: passou a ocupar a faixa premium, onde segurança e clube próprio justificam o prêmio.

O que isso muda na prática

  • Quem loteia consegue girar estoque mais rápido com produto aberto e reservar o fechado para glebas com localização e paisagem que sustentem o prêmio.
  • Quem compra para construir encontra no lote aberto a combinação com melhor custo total: sem rateio mensal, o orçamento sobra para a obra.
  • Quem compra para revender precisa olhar o entorno com lupa: no produto aberto, a valorização depende muito mais da infraestrutura pública e do vetor de crescimento da cidade do que do empreendimento em si.

Referência de preço

Os R$ 597/m² são média nacional e escondem uma dispersão enorme entre regiões. Use o número como termômetro, nunca como avaliação: em polos consolidados do interior paulista o metro quadrado passa longe dessa média, e em fronteiras de expansão fica bem abaixo.

Fontes